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Manifesta-te pela Leitura

Dia Mundial do Livro
23 de abril

No Dia Mundial do Livro, em 2019, o Plano Nacional de Leitura 2027 organizou a primeira manifestação em defesa da leitura e dos livros, com o apoio de diversas entidades que se juntaram a esta causa. Os manifestantes juntaram-se na Praça Luís de Camões empunhando cartazes e palavras de ordem para lembrar a importância do livro e da palavra escrita.

Não tendo sido possível realizar esta manifestação no ano passado, o ManiFESTA-te pela LEITURA regressa em 2021, em formato online, quebrando as barreiras físicas e incentivando à participação de todos em qualquer ponto do país e do estrangeiro.

Através das redes sociais do PNL2027, durante as próximas três semanas, serão disponibilizados diversos materiais customizáveis e publicáveis online pelos manifestantes.

Convidamos todos a fazer parte desta marcha, enquanto expressão individual e coletiva do gosto de ler e de partilhar com os outros o valor da leitura.

Reserve a data e inscreva-se (Área Pública) para receber no seu e-mail as informações, materiais e atividades associadas ao evento.

Participa!

 

https://www.pnl2027.gov.pt/np4/manifestatepelaleitura.html

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No âmbito do Dia Mundial da Saúde, no dia 12 de abril, nas salas de aula, decorreram palestras sobre toxicodependência, dinamizadas pela Escola Segura. Estas palestras foram organizadas pela Biblioteca Escolar e assistiram duas turmas (6ºD/8ºB).

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A Biblioteca Escolar no Plano E@D

https://drive.google.com/file/d/15ZaD2xJdC67QsBGVtkr5bQr2Kj0HeNQg/view?usp=sharing

 

Aprender com a Biblioteca Escolar

https://drive.google.com/file/d/1gJbx6vhE6tf9IUU3BTQsMlKr_gQFlifO/view?usp=sharing

 

A Biblioteca Digital

https://drive.google.com/file/d/1lfCM0uKJ26hfap1Cmga9HXNwbaEzAUc1/view?usp=sharing

 

Gestão da Coleção

https://drive.google.com/file/d/1oX6Fz4Hgtc5M6idr-lEUaLujaHLhcgCl/view?usp=sharing

 

Modelo de Avaliação da Biblioteca Escolar

https://drive.google.com/file/d/1qnL9HbaGx7WaIdNHjOHOcdHqr5Cj_38s/view?usp=sharing

 

Roteiro da Biblioteca Escolar

https://drive.google.com/file/d/1qnL9HbaGx7WaIdNHjOHOcdHqr5Cj_38s/view?usp=sharing

 

 

 

 

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Jogos Didáticos

14.04.21

http://profjosecarlos.no.comunidades.net/jogos-didaticos

https://www.cokitos.pt/

http://www.escolagames.com.br/

 

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BIBLIOTECAS ESCOLARES DO AGRUPAMENTO

Biblioteca na EB 2/3 D. Manuel de Faria e Sousa/ Biblioteca na Escola Básica de Varziela

   No Agrupamento de Escolas D. Manuel Faria e Sousa existem duas bibliotecas integradas na Rede de Bibliotecas Escolares: uma na EB 2/3 D. Manuel de Faria e Sousa e uma na Escola Básica de Varziela. A biblioteca da escola sede fica situada na Rua Manuel de Faria e Sousa, Margaride, Felgueiras. A biblioteca do 1º ciclo localiza-se em Bairro de S. Miguel, Estrada, Varziela, Felgueiras.
   As Bibliotecas Escolares seguem os princípios consignados no Manifesto de Bibliotecas Públicas da Unesco e as orientações emanadas pela Rede de Bibliotecas Escolares. 
   As duas Bibliotecas Escolares do Agrupamento, geridas por duas professoras bibliotecárias, planificam e desenvolvem, em conjunto, atividades e projetos em articulação com os departamentos e conselhos de turma. Estas atividades, pensadas para alunos desde o pré-escolar ao 3º ciclo, procuram, em primeiro lugar, servir o currículo e, de forma integrada, trabalhar as várias literacias:informação, leitura, média e digital.

   As bibliotecas disponibilizam ainda recursos, serviços e espaços, para uso autónomo e em atividade letiva, prestando apoio aos alunos e docentes, a vários níveis: pesquisa de informação, seleção de leituras, organização e apoio logístico de exposições, divulgação de projetos e trabalhos escolares. Tem sido objetivo criar nas bibliotecas espaços acolhedores e informais propícios não só à aprendizagem, mas também à ocupação dos tempos livres, promovendo a inclusão e o bem- estar dos alunos.

 

Serviços

  • Apoio à Aprendizagem
  • Apoio ao Currículo
  • Formação de Utilizadores
  • Leitura e pesquisa presencial:

- Material livro

- Material não-livro

  • Empréstimo domiciliário
  • Impressão de documentos
  • Disponibilização do espaço para palestras
  • Realização de Atividades
  • Acesso à Internet
  • Apoio à realização de trabalhos
  • Audição de música
  • Visionamento de filmes
  • Divulgação de atividades e recursos

 

 

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Contactos

13.04.21

https://www.facebook.com/pg/biblioteca.dofuturo/posts/

https://www.facebook.com/groups/211459972212707/ 

https://www.manuelfariasousa.pt/   

biblioteca123dmfs@gmail.com

 

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Na barra lateral  encontras a caixa de sugestões, apresenta aí as tuas sugestões...

Imagens vetoriais Caixa de sugestões, banco de Caixa de sugestões vetores |  Depositphotos®

 

 

 

 

 

 

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Já chegou o 4º capítulo!

 Pode ser uma ilustração de criança

CAPÍTULO 1

O AEP BARRA XX TRAÇO 3.0

 

Até que enfim! Chegamos à Agência Espacial Portuguesa. A Teresa passou a viagem a comer gomas e agora está super enjoada. O Filipe não se calou um minuto e a Joana tirou uma tonelada de selfies! Eu? Eu, adorei a viagem, mas 6 horas é muito tempo.

Lá fora, o vaivém brilha ao sol é da última geração! Todo automático e todo incrível. A Joana gritou-me:

– Alex mexe-te! Toda a turma já entrou só faltamos nós os quatro.

Fomos a correr e entramos no vaivém. Era mesmo fixe. Cheio de tecnologia de ponta e com um holograma em tamanho real que explicava como tudo funcionava.

– Já viste? Só preciso de carregar naquele botão para descolar. Que top! – Exclamou o Filipe.

– Ganha juízo, meu. – Respondi eu.

O holograma continuava a falar:

«OAEP barra XX traço 3.0 é o vaivém mais desenvolvido de sempre, completamente automatizado e preparado para longas viagens espaciais…».

A turma já estava fora do vaivém a caminho do Centro Espacial do Alentejo.

– Bora pessoal, vamos lá – disse a Teresa, enquanto enfiava mais uns doces na boca.

Subitamente, o Filipe esticou-se para apanhar a última goma da Teresa, atirou-se à bruta e caíram os dois no painel de controlo. Ouvimos um estrondo assustador e o holograma desatou aos gritos:

Alerta! Alerta! Alerta!

Descolagem em 5…4…3…2…1…

Descolagem!

Fomos atirados para trás com a força G e antes de desmaiar vi a malta a cair. Quando acordamos já estávamos no espaço.

– Meu e agora? A minha mãe vai matar-me! Sussurrou o Filipe.

 

 

CAPÍTULO 2

GRANDE ASTRONAUTA JOARESA FILEX

 

Ninguém imagina a carga de dores de cabeça com que acordámos, todos embrulhados uns por cima dos outros. O Filipe tinha os fones enrolados nos caracóis da Joana e a Teresa tinha a última goma, já meia lambida, colada na testa. Eu, que caí por baixo, não sentia as pernas e até já duvidava se ainda lá estavam.

– Estão todos bem? – perguntei a fazer-me de mais calmo do que estava na verdade.

A Teresa disse que sim com a cabeça, mas o ar amarelado com que olhava para mim dizia o contrário.

– Olha que lindo o nosso planeta visto daqui! – disse a Joana, enquanto dava a mão à Teresa e a levava para junto da janela pequenina. A cor começou a voltar-lhe às bochechas.

– É maravilhosa a nossa casa! Daqui até parece que não tem defeitos nenhuns. Mas está a ficar tão longe…

– Não te preocupes, Teresa, – disse eu – vai correr tudo bem. Entre nós os quatro, havemos de nos safar disto.

– Deixa ver se tenho rede…

Era o Filipe, com aquela mania dele de resolver tudo com o telemóvel. Bem o espetava para o ar, mas nada. Nem um pauzinho de rede, nem um sintoma de WiFi.

– Não sejas palerma! – disse a Joana – estamos no espaço, pá! Temos de tentar descobrir para onde vamos, e se conseguimos arranjar maneira de voltar para a Terra.

Estávamos todos bastante assustados, e não era para menos. Do outro lado das janelas tudo parecia calmo, mas o nosso planeta estava cada vez mais pequeno e sabíamos que estávamos a viajar à velocidade de 11 quilómetros por segundo… lembrava-me bem de ter ouvido o holograma falar nisso.

Fomos carregando em botões e puxando alavancas, meio ao acaso, a ver o que acontecia. De repente, um ecrã iluminou-se e, ao mesmo tempo, apareceu no meio de nós a imagem holográfica de um robô ultramoderno, a falar com uma voz metalizada, como numa imitação dos androides do Star Wars.

– Saudações. Eu sou a IA ponto AEP barra XX traço 3.0. Quer dizer, a Inteligência Artificial deste vaivém. Quer dizer, o computador de bordo e o navegador. Com quem tenho o prazer de falar?

O nosso espanto era tão grande que falámos todos ao mesmo tempo.

– Joana.

– Teresa.

– Filipe.

– Alex.

– Muito bem, muito bem, grande astronauta Joaresa Filéx, estou às suas ordens. Para onde devo marcar a rota: de regresso ao planeta Terra, ou em frente rumo ao planeta Oculto?

De um momento para o outro, a ideia de voltarmos para casa perdeu metade do interesse…

– Planeta Oculto? Qual planeta Oculto?

 

CAPÍTULO 3

O PLANETA OCULTO

 

Após horas de viagem a uma velocidade absurda, de certeza superior à velocidade da luz, estávamos a chegar perto da nossa estrela, o Sol. Eu estava a ficar preocupado, a IA não tinha voltado a falar connosco desde que concordáramos com esta maluqueira…. Agora parecia que íamos direitinhos para a fornalha espacial que é o Sol. O calor era insuportável e gotas de suor e medo escorriam devagar dos nossos rostos:

– Vai correr tudo bem. – Disse a Joana- Vai correr tudo bem. – Repetiu baixinho, como que para nos convencer. Olhámos uns para os outros e juro que vi os olhos do Filipe a brilhar.

De repente ouvimos:

Modo de navegação plasmático desativado, grande astronauta Joaresa Filéx. Iniciar plano orbital para contornar a estrela-mãe do sistema solar. Anunciou a IA na sua voz de robô. Quer dizer, aproximação ao planeta oculto em 600 segundos.

 

– Uau, foi por um triz! Disse a Teresa.

– Mesmo, por pouco virávamos churrasco solar! – Brincou o Filipe para disfarçar o alívio que todos sentíamos.

Pouco depois, começamos a distinguir o planeta que se escondia atrás do Sol. Estava numa posição diametralmente oposta à Terra e por isso nunca podia ser observado de lá. A Teresa e a Joana colaram-se ao visor da consola e, com olhos esbugalhados, viram surgir um planeta do tamanho da terra de cor muito escura, quase preto, parece que tinha algo a protegê-lo da nossa vista e de eventuais cometas.

O holograma anunciou:

Aterragem no planeta oculto iminente! Quer dizer, segura-te valente astronauta Joaresa Filéx.

Entramos na atmosfera escura que rapidamente se tornou num laranja luminoso. Fomos descendo velozmente e vimos que o que parecia assustador era na verdade um paraíso!

Havia rios amarelos e brilhantes, grandes montanhas azuis e milhares de pontinhos de luz que acompanhavam a nossa descida.

Quando o vaivém tocou no solo o holograma falou:

Sucesso, sucesso, grande astronauta Joaresa Filéx.

Quer dizer chegamos. Atmosfera composta por 79% de nitrogénio, 20% de oxigénio e 1 % de dióxido de carbono. Quer dizer, é perfeitamente respirável. Autorização para sair.

A Teresa pegou no telemóvel, virou-se para nós e disse:

– Então vamos?

 

CAPÍTULO 4

OS MESTRES DA MATÉRIA

 

Só quando se abriram as comportas do nosso vaivém, e sentimos na cara e nos cabelos o ar fresco que vinha lá de fora, percebemos como estávamos a abafar ali dentro. Saímos todos de uma vez só, encantados com tudo o que, à nossa volta, era tão diferente do que conhecíamos e, ao mesmo tempo, estranhamente acolhedor.

O Filipe, que às vezes se parece com o gato que tem em casa, deitou-se no chão e enterrou o nariz naquela espécie de ervinha azulada que cobria tudo.

– Hummm! Cheira a morangos e às flores das laranjeiras…

A Joana e a Teresa, que não largavam a mão uma da outra, iam dando uns passos em redor. A Teresa mais a medo, a Joana a sacar selfies como se não houvesse amanhã, com o telemóvel que nem era dela.

Eu, confesso, estava bastante perturbado com aquela poeirinha brilhante que voava à nossa volta. Uma coisa impossível de definir. Seria, talvez, só luz, se a luz tivesse substância de se agarrar.

Estendi a mão com muito vagar para esses grãos de luz que tão depressa se mostravam como, a seguir, pareciam confundir-se no ambiente alaranjado do céu.

– Onde raio viemos nós parar? – pensei.

– Ó Filipe, pá, o que é que tu estás a fazer?

A voz da Joana fez-me voltar a cabeça.  Filipe corria em direcção às poeiras de luz, com a cabeça atirada para trás, a boca muito aberta e a língua de fora.

– Estava a tentar perceber a que sabem os brilhinhos…

– Não te afastes muito – disse eu. E, antes mesmo de acabar a frase fui eu que fiquei de boca aberta.

Uns passos à minha frente, formou-se um grande remoinho daquelas partículas luminosas que me pareciam cada vez menos poeira, e cada vez mais outra coisa qualquer. As poeiras juntaram-se mais e mais umas às outras e, quando a ponta do remoinho tocou no chão, apareceu na minha frente, como se tudo fosse magia, uma rapariga em tudo parecida connosco. Tal e qual como se fosse uma colega da nossa escola.

Ficámos sem movimento. Só se ouvia a nossa respiração aflita. Depois, aconteceu a coisa mais mágica de todas, que desmanchou toda a aflição e afastou todo o receio.

A rapariga sorriu.

– Olá! – disse-lhe eu, e abanei a mão porque tinha a certeza de que ela não percebia o que lhe dizia.

– Olá! – respondeu ela, como se fossemos velhos amigos. – Vieram passear até ao nosso planeta? Qua boa ideia!

– Como é que tu falas como nós? – perguntou a Teresa. ­– Tu és uma extraterrestre.

A rapariga voltou a sorrir.

– Bem, talvez. Eu sou extraterrestre porque não sou do vosso planeta Terra, mas para nós, os extraterrestres são vocês!

O Filipe soltou uma gargalhada e, como o riso é contagioso, começámos todos a rir. E rimos e rimos até nos virem as lágrimas aos olhos. Quando já estávamos recompostos, ainda se ouviam umas gargalhadas meio nervosas que não sabíamos de onde vinham. Depois, as gargalhadas passaram a soluços e, por fim, com um som que pareceu um grão de milho a transformar-se numa pipoca, apareceu ao lado da rapariga um pequeno rapaz, muito rechonchudo e corado.

– O meu nome é Arya, e este é o meu irmão Box. Sejam bem-vindos ao planeta Oculto. É um prazer receber-vos cá.

– Os meus amigos tratam-me por Alex, – disse eu enquanto ia em direcção a ela de mão estendida para a cumprimentar. – Estes são o Filipe, a Teresa e a Joana.

– Boorrpuff!

Voltámos a parar os quatro, como que congelados a meio do caminho. O pequeno Box tinha acabado de se desfazer uma imensa poça de água cor de mel e nós nem sabíamos o que pensar, quanto mais o que fazer.

– Não lhe liguem, – disse a Arya descontraidamente. – O meu irmão fica muito ansioso com novidades e perde o controlo da matéria.

– O controlo da matéria? – Eu estava muito confuso.

– Sim, o controlo da matéria. Nós os ocultianos somos descendentes dos antigos mestres da matéria. Trocamos a nossa substância com a da natureza à nossa volta. Podemos tomar a forma que quisermos.

– Estou a ver, estou a ver – disse o Filipe enquanto víamos reaparecer o Box, na forma de uma árvore roliça que parecia crescer a partir da água.

– Isso deve dar imenso jeito! – disse a Joana. – E quando queres viajar, voltas àquela nuvem de luz e voas com o vento?

– É mais ou menos isso, sim. – respondeu Arya, enquanto ajudava o irmão a voltar à forma de rapaz, como se tudo aquilo fosse muito natural. – Vocês na Terra não trocam a substância com a natureza?

– Não trocamos, não. Nem temos ideia de como é que isso se faz. – disse a Teresa, sem esconder a pena que tinha.

– Não acredito que não saibam, – disse ela – de certeza que esse conhecimento está só esquecido.

E ela estava tão segura que nós começámos a acreditar.

 

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No âmbito da Rede de Bibliotecas de Felgueiras, para dar cumprimento à atividade “Fórum de Escritores”, nos dias 18, 25 de março e 1 de abril, já com o ensino presencial, a professora bibliotecária Isabel Melo e o 4º ano da professora Clara Dantas, da EB de Margaride, reuniram com a escritora Raquel Patriarca, via plataforma Zoom.

Alunos e escritora estão a escrever uma história coletiva, ilustrada, que mais tarde será publicada.

Aqui fica a ilustração dos heróis da história.

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 CAPÍTULO 1

O AEP BARRA XX TRAÇO 3.0

 

Até que enfim! Chegamos à Agência Espacial Portuguesa. A Teresa passou a viagem a comer gomas e agora está super enjoada. O Filipe não se calou um minuto e a Joana tirou uma tonelada de selfies! Eu? Eu, adorei a viagem, mas 6 horas é muito tempo.

Lá fora, o vaivém brilha ao sol é da última geração! Todo automático e todo incrível. A Joana gritou-me:

– Alex mexe-te! Toda a turma já entrou só faltamos nós os quatro.

Fomos a correr e entramos no vaivém. Era mesmo fixe. Cheio de tecnologia de ponta e com um holograma em tamanho real que explicava como tudo funcionava.

– Já viste? Só preciso de carregar naquele botão para descolar. Que top! – Exclamou o Filipe.

– Ganha juízo, meu. – Respondi eu.

O holograma continuava a falar:

«O AEP barra XX traço 3.0 é o vaivém mais desenvolvido de sempre, completamente automatizado e preparado para longas viagens espaciais…».

A turma já estava fora do vaivém a caminho do Centro Espacial do Alentejo.

– Bora pessoal, vamos lá – disse a Teresa, enquanto enfiava mais uns doces na boca.

Subitamente, o Filipe esticou-se para apanhar a última goma da Teresa, atirou-se à bruta e caíram os dois no painel de controlo. Ouvimos um estrondo assustador e o holograma desatou aos gritos:

Alerta! Alerta! Alerta!

Descolagem em 5… 4… 3… 2… 1…

Descolagem!

Fomos atirados para trás com a força G e antes de desmaiar vi a malta a cair. Quando acordamos já estávamos no espaço.

– Meu e agora? A minha mãe vai matar-me! Sussurrou o Filipe.

 

 

CAPÍTULO 2

GRANDE ASTRONAUTA JOARESA FILEX

 

Ninguém imagina a carga de dores de cabeça com que acordámos, todos embrulhados uns por cima dos outros. O Filipe tinha os fones enrolados nos caracóis da Joana e a Teresa tinha a última goma, já meia lambida, colada na testa. Eu, que caí por baixo, não sentia as pernas e até já duvidava se ainda lá estavam.

– Estão todos bem? – perguntei a fazer-me de mais calmo do que estava na verdade.

A Teresa disse que sim com a cabeça, mas o ar amarelado com que olhava para mim dizia o contrário.

– Olha que lindo o nosso planeta visto daqui! – disse a Joana, enquanto dava a mão à Teresa e a levava para junto da janela pequenina. A cor começou a voltar-lhe às bochechas.

– É maravilhosa a nossa casa! Daqui até parece que não tem defeitos nenhuns. Mas está a ficar tão longe…

– Não te preocupes, Teresa, – disse eu – vai correr tudo bem. Entre nós os quatro, havemos de nos safar disto.

– Deixa ver se tenho rede…

Era o Filipe, com aquela mania dele de resolver tudo com o telemóvel. Bem o espetava para o ar, mas nada. Nem um pauzinho de rede, nem um sintoma de WiFi.

– Não sejas palerma! – disse a Joana – estamos no espaço, pá! Temos de tentar descobrir para onde vamos, e se conseguimos arranjar maneira de voltar para a Terra.

Estávamos todos bastante assustados, e não era para menos. Do outro lado das janelas tudo parecia calmo, mas o nosso planeta estava cada vez mais pequeno e sabíamos que estávamos a viajar à velocidade de 11 quilómetros por segundo… lembrava-me bem de ter ouvido o holograma falar nisso.

Fomos carregando em botões e puxando alavancas, meio ao acaso, a ver o que acontecia. De repente, um ecrã iluminou-se e, ao mesmo tempo, apareceu no meio de nós a imagem holográfica de um robô ultramoderno, a falar com uma voz metalizada, como numa imitação dos androides do Star Wars.

– Saudações. Eu sou a IA ponto AEP barra XX traço 3.0. Quer dizer, a Inteligência Artificial deste vaivém. Quer dizer, o computador de bordo e o navegador. Com quem tenho o prazer de falar?

O nosso espanto era tão grande que falámos todos ao mesmo tempo.

– Joana.

– Teresa.

– Filipe.

– Alex.

– Muito bem, muito bem, grande astronauta Joaresa Filéx, estou às suas ordens. Para onde devo marcar a rota: de regresso ao planeta Terra, ou em frente rumo ao planeta Oculto?

De um momento para o outro, a ideia de voltarmos para casa perdeu metade do interesse…

– Planeta Oculto? Qual planeta Oculto?

 

CAPÍTULO 3

O PLANETA OCULTO

 

Após horas de viagem a uma velocidade absurda, de certeza superior à velocidade da luz, estávamos a chegar perto da nossa estrela, o Sol. Eu estava a ficar preocupado, a IA não tinha voltado a falar connosco desde que concordáramos com esta maluqueira…. Agora parecia que íamos direitinhos para a fornalha espacial que é o Sol. O calor era insuportável e gotas de suor e medo escorriam devagar dos nossos rostos:

-Vai correr tudo bem. - Disse a Joana- Vai correr tudo bem. -Repetiu baixinho, como que para nos convencer. Olhámos uns para os outros e juro que vi os olhos do Filipe a brilhar.

De repente ouvimos:

-Modo de navegação plasmático desativado, grande astronauta Joaresa Filéx. Iniciar plano orbital para contornar a estrela-mãe do sistema solar. -Anunciou a IA na sua voz de robô. Quer dizer, aproximação ao planeta oculto em 600 segundos.

 

-Uau, foi por um triz! Disse a Teresa.

-Mesmo, por pouco virávamos churrasco solar! – Brincou o Filipe para disfarçar o alívio que todos sentíamos.

Pouco depois, começamos a distinguir o planeta que se escondia atrás do Sol. Estava numa posição diametralmente oposta à Terra e por isso nunca podia ser observado de lá. A Teresa e a Joana colaram-se ao visor da consola e, com olhos esbugalhados, viram surgir um planeta do tamanho da terra de cor muito escura, quase preto, parece que tinha algo a protegê-lo da nossa vista e de eventuais cometas.

O holograma anunciou:

-Aterragem no planeta oculto iminente! Quer dizer, segura-te valente astronauta Joaresa Filéx.

Entramos na atmosfera escura que rapidamente se tornou num laranja luminoso. Fomos descendo velozmente e vimos que o que parecia assustador era na verdade um paraíso!

Havia rios amarelos e brilhantes, grandes montanhas azuis e milhares de pontinhos de luz que acompanhavam a nossa descida.

Quando o vaivém tocou no solo o holograma falou:

-Sucesso, sucesso, grande astronauta Joaresa Filéx.

Quer dizer chegamos. Atmosfera composta por 79% de nitrogénio, 20% de oxigénio e 1 % de dióxido de carbono. Quer dizer, é perfeitamente respirável. Autorização para sair.

A Teresa pegou no telemóvel, virou-se para nós e disse:

-Então vamos?

CAPÍTULO 4

 

 

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Não te esqueças de referir o título da obra, do filme ou da tua composição.

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