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Educação Literária das Metas Curriculares – 2º Ciclo

Livros Digitais

 

5º Ano

 

O Limpa Palavras

Álvaro Magalhães

file:///C:/Users/Utilizador/Downloads/livro.pdf

 

A Cavalo no Tempo

Luísa Ducla Soares

http://sabermaisportugues.weebly.com/uploads/3/2/1/0/32103005/a_cavalo_no_tempo__luisa_d._soares.pdf

 

A Vida Mágica da Sementinha

Alves Redol

https://pegadadepapel.files.wordpress.com/2017/10/avidamacc81gicadasementinha.pdf

http://calameo.download/00313852187f4638358b4

https://fdocumentos.com/document/a-vida-magica-da-sementinha-56647a63432a7.html

 

A Viúva e o Papagaio

Virginia Woolf

http://calameo.download/00278191835f422108132

 

 

O Príncipe Nabo

Ilse Losa

http://eb23sacaduracabral.eu/download/Dino/O%20Principe%20Nabo.pdf

 

 

A Fada Oriana

Sophia de Mello Breyner Andresen

file:///C:/Users/Utilizador/Downloads/A%20fada%20Oriana.pdf

 

 

O Rapaz de Bronze

Sophia de Mello Breyner Andresen

http://files.belamacaes.webnode.pt/200000168-1c3ce1f277/O%20Rapaz%20de%20Bronze.pdf

 

O Pássaro da Cabeça

Manuel António Pina

http://calameo.download/001317101d872b3474ec4

 

Fábulas

La Fontaine

https://www.dropbox.com/s/s9bfgyrmn3qy7o9/metas_aerm_la_fontaine_fabulas.epub

 

Fábulas

Esopo

https://leitoresdigitais.files.wordpress.com/2013/06/fc3a1bulasdeesopo2ed.pdf

 

 

 

6º Ano

 

Rosa. Minha irmã Rosa

Alice Vieira

https://fdocumentos.com/document/conto-alice-vieira-rosa-minha-irma-rosa.html

 

http://agrcanelas.edu.pt/blogs/biblioteca/files/2012/11/conto_alice-vieira_rosa-minha-irma-rosa_58pag.pdf

 

 

Chocolate à Chuva

Alice Vieira

https://pt.calameo.com/read/004573441c4c33bcd3605

 

 

Pedro Alecrim

António Mota

https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxsaW5ndWFjb3JyaWRhfGd4OjFlMjY1Y2M2ZDAyMGM3MzQ

 

 

As Naus de Verde Pinho

Manuel Alegre

https://pt.calameo.com/read/000549184638652d3e391

 

 

Contos de Grimm

Irmãos Grimm

https://pt.calameo.com/read/00294276772a6dbb98432

 

https://pt.calameo.com/read/002757016cce0cb68395d

 

 

Contos de Grimm

Irmãos Grimm

https://www.dropbox.com/s/gnzvm3bbdffaq3s/metas_aerm_grimm_contos_de_grimm.epub

 

 

Pedro Alecrim

António Mota

https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxsaW5ndWFjb3JyaWRhfGd4OjFlMjY1Y2M2ZDAyMGM3MzQ

 

 

Ali Babá e os quarenta ladrões

Luc Lefort

https://agrupamentoidanha.com/ficheiros/doc_9_194_vq6ZfEEE6e_Ali-Baba-e-os-40-ladroes-Antonio-Pescada-pdf.pdf

 

 

A Bela Infanta

A Nau Catrineta

Almeida Garrett

http://files.bibliotecas-ae-mafra.webnode.pt/200000759-ec0b9ed058/Romanceiro.pdf

 

 

Romanceiro

Almeida Garrett

https://www.dropbox.com/s/geebz5i9qoka1l8/metas_aerm_almeida_garrett_romanceiro.epub

 

 

Robinson Crusoé

Daniel Defoe

https://pt.slideshare.net/margaridamarques777/robinson-cruso-livro

 

 

Os Piratas

Manuel António Pina

http://apoiocv.pbworks.com/w/file/fetch/125761895/LIVRO%20OS%20PIRATAS%20%282%29.pdf

 

 

Ulisses

Maria Alberta Menéres

http://eb23sacaduracabral.eu/download/Dino/Conto_maria_alberta_meneres_ulisses.pdf

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Educação Literária das Metas Curriculares – 1º Ciclo

Livros Digitais

 

1º Ano

 

A Flor vai ver o Mar

Alves Redol

 https://pt.calameo.com/read/00075551056fe30e0734e

 https://pt.calameo.com/read/00065799611f97e88e2dc

 https://www.slideshare.net/mjoaodelgado/a-flor-vai-ver-o-mar-alves-redol

 

O Coelhinho Branco

António Mota

https://pt.slideshare.net/oceanodaspalavras4/o-coelho-branco-9460264?related=1

 

Corre, corre cabacinha

Alice Vieira

https://www.youtube.com/watch?v=dPoKVWnoIlE

 

A Ovelhinha Preta

Elizabeth Shaw

https://pt.slideshare.net/canhoto.carla/a-ovelhinha-preta-55139907

 

Vamos contar um segredo

António Torrado

https://pt.slideshare.net/AntnioDelgado/vamos-contar-um-segredo

 

Aquela nuvem e outras

Eugénio de Andrade

http://bibliotecaweb20.pbworks.com/w/file/fetch/86026651/Aquela%20nuvem%20e%20outras-livro%20em%20PDF.pdf

 

O Livro da Tila

Matilde Rosa Araújo

https://pt.slideshare.net/nunosilva81/o-livro-da-tila-48284207

 

Destrava Línguas

Luísa Ducla Soares

https://pt.slideshare.net/isadinis/destrava-linguas-46611232

 

Mais Lengalengas

Luísa Ducla Soares

https://pt.slideshare.net/luisrolhas/mais-lengalengas

 

Dez dedos, dez segredos

Maria Alberta Menéres

https://vdocuments.site/dez-dedos-dez-segredos-maria-alberta-meneres-58af6c4599db7.html

 

 

A História do Pedrito Coelho

Beatrix Potter

https://fliphtml5.com/serhq/gbeg/basic

 

 

2º Ano

 

O Elefante Cor de Rosa

Luísa DaCosta

https://pt.calameo.com/read/000626647535e61ca687d

 

A Girafa que Comia Estrelas

José Eduardo Agualusa

https://issuu.com/gafanhao/docs/girafa

 

 

A menina do Gotinha de Água

Papiniano Carlos

https://pt.calameo.com/read/001339334be62e051c3fe

 

http://calameo.download/002428630873081a04641

 

Ou isto ou aquilo

Cecília Meireles

https://pt.calameo.com/read/002781918b30a62293828

 

 

Uma Flor chamada Maria

Alves Redol

https://pt.calameo.com/read/003295749f423ff2f2acb

 

 

Contos Populares Portuguese

Adolfo Coelho

https://pt.calameo.com/read/002954309891625895e4e

 

 

3º Ano

 

A Arca do Tesouro

Alice Vieira

https://pt.calameo.com/read/0007510541b8388179310

 

 

 

O Senhor do Seu Nariz

Álvaro de Magalhães

https://issuu.com/cristinaoliveira9/docs/o_senhor_do_seu_nariz_-_alvaro_magalh_es

 

 

Trinta por uma linha

António Torrado

 

https://issuu.com/florbelamachado/docs/trintaporumalinha

 

 

Robertices

Luísa DaCosta

https://issuu.com/cristinaoliveira9/docs/robertices

 

 

Contos para a Infância

Fichas de Leitura – Porto Editora

https://www.portoeditora.pt/pdf/72685_FL.pdf

 

 

Poemas da Mentira e da Verdade

Luísa Ducla Soares

https://issuu.com/guimaraes2010/docs/poemas_da_mentira_e_da_verdade_1

 

As Fadas Verdes

Matilde Rosa Araújo

https://drive.google.com/file/d/0B7lOKmJJMyDuT1pHaWNxcExmTjQ/view

 

 

A Cor das Vogais

Vergílio Alberto Vieira

https://paginas-e-folhas.webnode.pt/_files/200000029-3119a3216e/conto_vergilio-alberto_cor-das-vogais.pdf

 

 

 

4º Ano

 

Histórias do Arco da Velha

O Menino Recompensado

 

https://pt.calameo.com/read/00074926238268077bbf9

 

https://issuu.com/caxibiblioteca/docs/o_menino_recompensado

 

https://www.youtube.com/watch?v=tf_21kVVuRo

 

 

A Maior Flor do Mundo

José Saramago

file:///C:/Users/Utilizador/Downloads/A%20Maior%20Flor%20do%20Mundo%20-%20Jose%20Saramago.pdf

 

 

Contos de Andersen

Hans Christian Andersen

 

A Princesa e a Ervilha

https://pt.calameo.com/read/000749262c702160103cb

 

Os Sapatinhos Vermelhos

http://aguasdeprata.blogspot.com/2012/11/os-sapatinhos-vermelhos-por-hans.html

 

 

Versos de Cacaracá

António Manuel Couto Viana

 

https://pt.calameo.com/read/0025486856b26f82debd2

 

https://pt.slideshare.net/crealista/conto-couto-vianaversosdecaracaca?related=1

 

 

Teatro às Três Pancadas

António Torrado

 

Serafim e Malacueco

https://www.slideshare.net/jpedrofernandes/serafim-e-malacueco

 

 

Vem aí o Zé das Moscas

https://www.slideshare.net/claravferreira/conto-torrado-teatrovemaizedasmoscashistoriastradicionais?related=4

 

 

 

 

As Três Abóboras

https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxsaXRpbmZvYWh8Z3g6NDFiZDc1ODQyNDljOGQ0NA

 

 

A raposa e o Corvo

https://pt.calameo.com/read/000749262e2866438c929

 

 

Mistérios

Matilde Rosa Araújo

https://pt.slideshare.net/alexandranuneslopes/conto-matilde-rosaaraujomisterios

 

 

O Gato e o Escuro

Mia Couto

https://pt.calameo.com/read/003442668d8e542f4b0e4

 

 

O Gigante Egoísta

Óscar Wilde

https://eportefoliopnep.files.wordpress.com/2009/01/o_gigante_egoista_historia.pdf

 

https://pt.calameo.com/read/000749262caeff8066b60

 

 

O Príncipe Feliz

https://pt.calameo.com/read/002740069b5f2bfe0200b

 

https://pt.calameo.com/read/000749262cf46a7e308d9

 

 

O Beijo da Palavrinha

Mia Couto

https://pt.slideshare.net/esbordonhos/o-beijo-da-palavrinha-2-mia-couto

 

 

 

 

 

 

 

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Semana da Leitura

19 a 24 de abril

Ler Sempre. Ler em Qualquer Lugar!

Programa da Semana da Leitura

https://drive.google.com/file/d/1zoYqIxGW0J7CzREe7lYDf9PmtYVEZRKO/view?usp=sharing

Cartaz Semana da Leitura PNL.jpg

 

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Semana da Leitura

Escola Básica de Varziela

Ler Sempre. Ler em Qualquer Lugar.

19 a 24 de abril

Cartaz Semana da Leitura PNL.jpg

 

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Leiam o capítulo 5:

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 Capítulo 5

Eu fiquei entusiasmado com a ideia. Seria fabuloso se conseguíssemos dominar a matéria como os mestres antigos, poder assumir a forma de uma árvore, ser capaz de viajar pelo ar, enfim, fazer realmente parte da Natureza.

 A Arya sorriu-nos e explicou-nos:

-Venham connosco. Quero mostrar-vos um lugar muito especial para todos os  ocultianos, acho que lá vão ser poder perceber tudo.

 Ela deu-me a mão, tão quente, e caminhamos pela relva azulzinha, num prado deslumbrante e sob o céu alaranjado. As poeirinhas douradas continuavam à nossa volta e aos nossos pés vimos uma espécie de flores transparentes que cheiravam a gomas e chocolate! Claro que a Teresa se atirou ao chão e enfiou o nariz nas bonitas pétalas. Por pouco não as comeu! Mas as flores esquivavam-se graciosamente da sua boca, ora para a direita, ora para a esquerda, ora para trás, ora para a frente! O Filipe, o Box e a Joana quase rebolavam de tanto rir.

-Acho que desta vez encontraste uma goma mais esperta do que tu!

As gargalhadas da Arya juntaram às nossas. Caminhamos mais um pouco e vimos que à nossa frente, se estendia um edifício imponente, era um templo antigo e belo que parecia ter saído das rochas de um vulcão. O Box entrou primeiro e levou-nos até à parede mais afastada onde podíamos ver umas estranhas gravuras luminosas. A Arya guiou-nos e pediu-nos numa voz solene:

  • Tenham cuidado e sejam respeitadores, este é o nosso local mais sagrado. Aqui está guardada a história dos Mestres, o nosso verdadeiro tesouro.

Apontou para as paredes tremeluzentes e, ao aproximarmo-nos mais, vimos que toda a parede estava esculpida com símbolos e imagens estranhamente claras.

 Lá no cimo, conseguimos decifrar o sistema solar onde se destacava o terceiro planeta a contar do Sol, a nossa Terra. A gravura seguinte mostrava um continente bem no meio do oceano Atlântico, que estranho, devia ser um erro. Olhei para os outros que estavam completamente espantados e continuei …. Mais em baixo, havia uma espécie de cataclismo que engolia o continente e um monte de pessoas pequeninas que fugiam para uma de nove montanhas altíssimas. No meio da parede, a Joana tocava numa imagem que mostrava pessoas que se desfaziam em pontinhos e viajavam em direção ao Sol. Na última imagem, a maior e mais nítida de todas estava um maravilhoso planeta com um céu alaranjado e montanhas azuis...

-Arya, Box o que é isto? Não pode ser, pois não? Os Mestres da Matéria? Não, não vieram da Terra, é impossível... Sentei-me no chão e olhei para a parede completamente abismado.

 

 

  

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Manifesta-te pela Leitura

Dia Mundial do Livro
23 de abril

No Dia Mundial do Livro, em 2019, o Plano Nacional de Leitura 2027 organizou a primeira manifestação em defesa da leitura e dos livros, com o apoio de diversas entidades que se juntaram a esta causa. Os manifestantes juntaram-se na Praça Luís de Camões empunhando cartazes e palavras de ordem para lembrar a importância do livro e da palavra escrita.

Não tendo sido possível realizar esta manifestação no ano passado, o ManiFESTA-te pela LEITURA regressa em 2021, em formato online, quebrando as barreiras físicas e incentivando à participação de todos em qualquer ponto do país e do estrangeiro.

Através das redes sociais do PNL2027, durante as próximas três semanas, serão disponibilizados diversos materiais customizáveis e publicáveis online pelos manifestantes.

Convidamos todos a fazer parte desta marcha, enquanto expressão individual e coletiva do gosto de ler e de partilhar com os outros o valor da leitura.

Reserve a data e inscreva-se (Área Pública) para receber no seu e-mail as informações, materiais e atividades associadas ao evento.

Participa!

 

https://www.pnl2027.gov.pt/np4/manifestatepelaleitura.html

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No âmbito do Dia Mundial da Saúde, no dia 12 de abril, nas salas de aula, decorreram palestras sobre toxicodependência, dinamizadas pela Escola Segura. Estas palestras foram organizadas pela Biblioteca Escolar e assistiram duas turmas (6ºD/8ºB).

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Já chegou o 4º capítulo!

 Pode ser uma ilustração de criança

CAPÍTULO 1

O AEP BARRA XX TRAÇO 3.0

 

Até que enfim! Chegamos à Agência Espacial Portuguesa. A Teresa passou a viagem a comer gomas e agora está super enjoada. O Filipe não se calou um minuto e a Joana tirou uma tonelada de selfies! Eu? Eu, adorei a viagem, mas 6 horas é muito tempo.

Lá fora, o vaivém brilha ao sol é da última geração! Todo automático e todo incrível. A Joana gritou-me:

– Alex mexe-te! Toda a turma já entrou só faltamos nós os quatro.

Fomos a correr e entramos no vaivém. Era mesmo fixe. Cheio de tecnologia de ponta e com um holograma em tamanho real que explicava como tudo funcionava.

– Já viste? Só preciso de carregar naquele botão para descolar. Que top! – Exclamou o Filipe.

– Ganha juízo, meu. – Respondi eu.

O holograma continuava a falar:

«OAEP barra XX traço 3.0 é o vaivém mais desenvolvido de sempre, completamente automatizado e preparado para longas viagens espaciais…».

A turma já estava fora do vaivém a caminho do Centro Espacial do Alentejo.

– Bora pessoal, vamos lá – disse a Teresa, enquanto enfiava mais uns doces na boca.

Subitamente, o Filipe esticou-se para apanhar a última goma da Teresa, atirou-se à bruta e caíram os dois no painel de controlo. Ouvimos um estrondo assustador e o holograma desatou aos gritos:

Alerta! Alerta! Alerta!

Descolagem em 5…4…3…2…1…

Descolagem!

Fomos atirados para trás com a força G e antes de desmaiar vi a malta a cair. Quando acordamos já estávamos no espaço.

– Meu e agora? A minha mãe vai matar-me! Sussurrou o Filipe.

 

 

CAPÍTULO 2

GRANDE ASTRONAUTA JOARESA FILEX

 

Ninguém imagina a carga de dores de cabeça com que acordámos, todos embrulhados uns por cima dos outros. O Filipe tinha os fones enrolados nos caracóis da Joana e a Teresa tinha a última goma, já meia lambida, colada na testa. Eu, que caí por baixo, não sentia as pernas e até já duvidava se ainda lá estavam.

– Estão todos bem? – perguntei a fazer-me de mais calmo do que estava na verdade.

A Teresa disse que sim com a cabeça, mas o ar amarelado com que olhava para mim dizia o contrário.

– Olha que lindo o nosso planeta visto daqui! – disse a Joana, enquanto dava a mão à Teresa e a levava para junto da janela pequenina. A cor começou a voltar-lhe às bochechas.

– É maravilhosa a nossa casa! Daqui até parece que não tem defeitos nenhuns. Mas está a ficar tão longe…

– Não te preocupes, Teresa, – disse eu – vai correr tudo bem. Entre nós os quatro, havemos de nos safar disto.

– Deixa ver se tenho rede…

Era o Filipe, com aquela mania dele de resolver tudo com o telemóvel. Bem o espetava para o ar, mas nada. Nem um pauzinho de rede, nem um sintoma de WiFi.

– Não sejas palerma! – disse a Joana – estamos no espaço, pá! Temos de tentar descobrir para onde vamos, e se conseguimos arranjar maneira de voltar para a Terra.

Estávamos todos bastante assustados, e não era para menos. Do outro lado das janelas tudo parecia calmo, mas o nosso planeta estava cada vez mais pequeno e sabíamos que estávamos a viajar à velocidade de 11 quilómetros por segundo… lembrava-me bem de ter ouvido o holograma falar nisso.

Fomos carregando em botões e puxando alavancas, meio ao acaso, a ver o que acontecia. De repente, um ecrã iluminou-se e, ao mesmo tempo, apareceu no meio de nós a imagem holográfica de um robô ultramoderno, a falar com uma voz metalizada, como numa imitação dos androides do Star Wars.

– Saudações. Eu sou a IA ponto AEP barra XX traço 3.0. Quer dizer, a Inteligência Artificial deste vaivém. Quer dizer, o computador de bordo e o navegador. Com quem tenho o prazer de falar?

O nosso espanto era tão grande que falámos todos ao mesmo tempo.

– Joana.

– Teresa.

– Filipe.

– Alex.

– Muito bem, muito bem, grande astronauta Joaresa Filéx, estou às suas ordens. Para onde devo marcar a rota: de regresso ao planeta Terra, ou em frente rumo ao planeta Oculto?

De um momento para o outro, a ideia de voltarmos para casa perdeu metade do interesse…

– Planeta Oculto? Qual planeta Oculto?

 

CAPÍTULO 3

O PLANETA OCULTO

 

Após horas de viagem a uma velocidade absurda, de certeza superior à velocidade da luz, estávamos a chegar perto da nossa estrela, o Sol. Eu estava a ficar preocupado, a IA não tinha voltado a falar connosco desde que concordáramos com esta maluqueira…. Agora parecia que íamos direitinhos para a fornalha espacial que é o Sol. O calor era insuportável e gotas de suor e medo escorriam devagar dos nossos rostos:

– Vai correr tudo bem. – Disse a Joana- Vai correr tudo bem. – Repetiu baixinho, como que para nos convencer. Olhámos uns para os outros e juro que vi os olhos do Filipe a brilhar.

De repente ouvimos:

Modo de navegação plasmático desativado, grande astronauta Joaresa Filéx. Iniciar plano orbital para contornar a estrela-mãe do sistema solar. Anunciou a IA na sua voz de robô. Quer dizer, aproximação ao planeta oculto em 600 segundos.

 

– Uau, foi por um triz! Disse a Teresa.

– Mesmo, por pouco virávamos churrasco solar! – Brincou o Filipe para disfarçar o alívio que todos sentíamos.

Pouco depois, começamos a distinguir o planeta que se escondia atrás do Sol. Estava numa posição diametralmente oposta à Terra e por isso nunca podia ser observado de lá. A Teresa e a Joana colaram-se ao visor da consola e, com olhos esbugalhados, viram surgir um planeta do tamanho da terra de cor muito escura, quase preto, parece que tinha algo a protegê-lo da nossa vista e de eventuais cometas.

O holograma anunciou:

Aterragem no planeta oculto iminente! Quer dizer, segura-te valente astronauta Joaresa Filéx.

Entramos na atmosfera escura que rapidamente se tornou num laranja luminoso. Fomos descendo velozmente e vimos que o que parecia assustador era na verdade um paraíso!

Havia rios amarelos e brilhantes, grandes montanhas azuis e milhares de pontinhos de luz que acompanhavam a nossa descida.

Quando o vaivém tocou no solo o holograma falou:

Sucesso, sucesso, grande astronauta Joaresa Filéx.

Quer dizer chegamos. Atmosfera composta por 79% de nitrogénio, 20% de oxigénio e 1 % de dióxido de carbono. Quer dizer, é perfeitamente respirável. Autorização para sair.

A Teresa pegou no telemóvel, virou-se para nós e disse:

– Então vamos?

 

CAPÍTULO 4

OS MESTRES DA MATÉRIA

 

Só quando se abriram as comportas do nosso vaivém, e sentimos na cara e nos cabelos o ar fresco que vinha lá de fora, percebemos como estávamos a abafar ali dentro. Saímos todos de uma vez só, encantados com tudo o que, à nossa volta, era tão diferente do que conhecíamos e, ao mesmo tempo, estranhamente acolhedor.

O Filipe, que às vezes se parece com o gato que tem em casa, deitou-se no chão e enterrou o nariz naquela espécie de ervinha azulada que cobria tudo.

– Hummm! Cheira a morangos e às flores das laranjeiras…

A Joana e a Teresa, que não largavam a mão uma da outra, iam dando uns passos em redor. A Teresa mais a medo, a Joana a sacar selfies como se não houvesse amanhã, com o telemóvel que nem era dela.

Eu, confesso, estava bastante perturbado com aquela poeirinha brilhante que voava à nossa volta. Uma coisa impossível de definir. Seria, talvez, só luz, se a luz tivesse substância de se agarrar.

Estendi a mão com muito vagar para esses grãos de luz que tão depressa se mostravam como, a seguir, pareciam confundir-se no ambiente alaranjado do céu.

– Onde raio viemos nós parar? – pensei.

– Ó Filipe, pá, o que é que tu estás a fazer?

A voz da Joana fez-me voltar a cabeça.  Filipe corria em direcção às poeiras de luz, com a cabeça atirada para trás, a boca muito aberta e a língua de fora.

– Estava a tentar perceber a que sabem os brilhinhos…

– Não te afastes muito – disse eu. E, antes mesmo de acabar a frase fui eu que fiquei de boca aberta.

Uns passos à minha frente, formou-se um grande remoinho daquelas partículas luminosas que me pareciam cada vez menos poeira, e cada vez mais outra coisa qualquer. As poeiras juntaram-se mais e mais umas às outras e, quando a ponta do remoinho tocou no chão, apareceu na minha frente, como se tudo fosse magia, uma rapariga em tudo parecida connosco. Tal e qual como se fosse uma colega da nossa escola.

Ficámos sem movimento. Só se ouvia a nossa respiração aflita. Depois, aconteceu a coisa mais mágica de todas, que desmanchou toda a aflição e afastou todo o receio.

A rapariga sorriu.

– Olá! – disse-lhe eu, e abanei a mão porque tinha a certeza de que ela não percebia o que lhe dizia.

– Olá! – respondeu ela, como se fossemos velhos amigos. – Vieram passear até ao nosso planeta? Qua boa ideia!

– Como é que tu falas como nós? – perguntou a Teresa. ­– Tu és uma extraterrestre.

A rapariga voltou a sorrir.

– Bem, talvez. Eu sou extraterrestre porque não sou do vosso planeta Terra, mas para nós, os extraterrestres são vocês!

O Filipe soltou uma gargalhada e, como o riso é contagioso, começámos todos a rir. E rimos e rimos até nos virem as lágrimas aos olhos. Quando já estávamos recompostos, ainda se ouviam umas gargalhadas meio nervosas que não sabíamos de onde vinham. Depois, as gargalhadas passaram a soluços e, por fim, com um som que pareceu um grão de milho a transformar-se numa pipoca, apareceu ao lado da rapariga um pequeno rapaz, muito rechonchudo e corado.

– O meu nome é Arya, e este é o meu irmão Box. Sejam bem-vindos ao planeta Oculto. É um prazer receber-vos cá.

– Os meus amigos tratam-me por Alex, – disse eu enquanto ia em direcção a ela de mão estendida para a cumprimentar. – Estes são o Filipe, a Teresa e a Joana.

– Boorrpuff!

Voltámos a parar os quatro, como que congelados a meio do caminho. O pequeno Box tinha acabado de se desfazer uma imensa poça de água cor de mel e nós nem sabíamos o que pensar, quanto mais o que fazer.

– Não lhe liguem, – disse a Arya descontraidamente. – O meu irmão fica muito ansioso com novidades e perde o controlo da matéria.

– O controlo da matéria? – Eu estava muito confuso.

– Sim, o controlo da matéria. Nós os ocultianos somos descendentes dos antigos mestres da matéria. Trocamos a nossa substância com a da natureza à nossa volta. Podemos tomar a forma que quisermos.

– Estou a ver, estou a ver – disse o Filipe enquanto víamos reaparecer o Box, na forma de uma árvore roliça que parecia crescer a partir da água.

– Isso deve dar imenso jeito! – disse a Joana. – E quando queres viajar, voltas àquela nuvem de luz e voas com o vento?

– É mais ou menos isso, sim. – respondeu Arya, enquanto ajudava o irmão a voltar à forma de rapaz, como se tudo aquilo fosse muito natural. – Vocês na Terra não trocam a substância com a natureza?

– Não trocamos, não. Nem temos ideia de como é que isso se faz. – disse a Teresa, sem esconder a pena que tinha.

– Não acredito que não saibam, – disse ela – de certeza que esse conhecimento está só esquecido.

E ela estava tão segura que nós começámos a acreditar.

 

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No âmbito da Rede de Bibliotecas de Felgueiras, para dar cumprimento à atividade “Fórum de Escritores”, nos dias 18, 25 de março e 1 de abril, já com o ensino presencial, a professora bibliotecária Isabel Melo e o 4º ano da professora Clara Dantas, da EB de Margaride, reuniram com a escritora Raquel Patriarca, via plataforma Zoom.

Alunos e escritora estão a escrever uma história coletiva, ilustrada, que mais tarde será publicada.

Aqui fica a ilustração dos heróis da história.

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 CAPÍTULO 1

O AEP BARRA XX TRAÇO 3.0

 

Até que enfim! Chegamos à Agência Espacial Portuguesa. A Teresa passou a viagem a comer gomas e agora está super enjoada. O Filipe não se calou um minuto e a Joana tirou uma tonelada de selfies! Eu? Eu, adorei a viagem, mas 6 horas é muito tempo.

Lá fora, o vaivém brilha ao sol é da última geração! Todo automático e todo incrível. A Joana gritou-me:

– Alex mexe-te! Toda a turma já entrou só faltamos nós os quatro.

Fomos a correr e entramos no vaivém. Era mesmo fixe. Cheio de tecnologia de ponta e com um holograma em tamanho real que explicava como tudo funcionava.

– Já viste? Só preciso de carregar naquele botão para descolar. Que top! – Exclamou o Filipe.

– Ganha juízo, meu. – Respondi eu.

O holograma continuava a falar:

«O AEP barra XX traço 3.0 é o vaivém mais desenvolvido de sempre, completamente automatizado e preparado para longas viagens espaciais…».

A turma já estava fora do vaivém a caminho do Centro Espacial do Alentejo.

– Bora pessoal, vamos lá – disse a Teresa, enquanto enfiava mais uns doces na boca.

Subitamente, o Filipe esticou-se para apanhar a última goma da Teresa, atirou-se à bruta e caíram os dois no painel de controlo. Ouvimos um estrondo assustador e o holograma desatou aos gritos:

Alerta! Alerta! Alerta!

Descolagem em 5… 4… 3… 2… 1…

Descolagem!

Fomos atirados para trás com a força G e antes de desmaiar vi a malta a cair. Quando acordamos já estávamos no espaço.

– Meu e agora? A minha mãe vai matar-me! Sussurrou o Filipe.

 

 

CAPÍTULO 2

GRANDE ASTRONAUTA JOARESA FILEX

 

Ninguém imagina a carga de dores de cabeça com que acordámos, todos embrulhados uns por cima dos outros. O Filipe tinha os fones enrolados nos caracóis da Joana e a Teresa tinha a última goma, já meia lambida, colada na testa. Eu, que caí por baixo, não sentia as pernas e até já duvidava se ainda lá estavam.

– Estão todos bem? – perguntei a fazer-me de mais calmo do que estava na verdade.

A Teresa disse que sim com a cabeça, mas o ar amarelado com que olhava para mim dizia o contrário.

– Olha que lindo o nosso planeta visto daqui! – disse a Joana, enquanto dava a mão à Teresa e a levava para junto da janela pequenina. A cor começou a voltar-lhe às bochechas.

– É maravilhosa a nossa casa! Daqui até parece que não tem defeitos nenhuns. Mas está a ficar tão longe…

– Não te preocupes, Teresa, – disse eu – vai correr tudo bem. Entre nós os quatro, havemos de nos safar disto.

– Deixa ver se tenho rede…

Era o Filipe, com aquela mania dele de resolver tudo com o telemóvel. Bem o espetava para o ar, mas nada. Nem um pauzinho de rede, nem um sintoma de WiFi.

– Não sejas palerma! – disse a Joana – estamos no espaço, pá! Temos de tentar descobrir para onde vamos, e se conseguimos arranjar maneira de voltar para a Terra.

Estávamos todos bastante assustados, e não era para menos. Do outro lado das janelas tudo parecia calmo, mas o nosso planeta estava cada vez mais pequeno e sabíamos que estávamos a viajar à velocidade de 11 quilómetros por segundo… lembrava-me bem de ter ouvido o holograma falar nisso.

Fomos carregando em botões e puxando alavancas, meio ao acaso, a ver o que acontecia. De repente, um ecrã iluminou-se e, ao mesmo tempo, apareceu no meio de nós a imagem holográfica de um robô ultramoderno, a falar com uma voz metalizada, como numa imitação dos androides do Star Wars.

– Saudações. Eu sou a IA ponto AEP barra XX traço 3.0. Quer dizer, a Inteligência Artificial deste vaivém. Quer dizer, o computador de bordo e o navegador. Com quem tenho o prazer de falar?

O nosso espanto era tão grande que falámos todos ao mesmo tempo.

– Joana.

– Teresa.

– Filipe.

– Alex.

– Muito bem, muito bem, grande astronauta Joaresa Filéx, estou às suas ordens. Para onde devo marcar a rota: de regresso ao planeta Terra, ou em frente rumo ao planeta Oculto?

De um momento para o outro, a ideia de voltarmos para casa perdeu metade do interesse…

– Planeta Oculto? Qual planeta Oculto?

 

CAPÍTULO 3

O PLANETA OCULTO

 

Após horas de viagem a uma velocidade absurda, de certeza superior à velocidade da luz, estávamos a chegar perto da nossa estrela, o Sol. Eu estava a ficar preocupado, a IA não tinha voltado a falar connosco desde que concordáramos com esta maluqueira…. Agora parecia que íamos direitinhos para a fornalha espacial que é o Sol. O calor era insuportável e gotas de suor e medo escorriam devagar dos nossos rostos:

-Vai correr tudo bem. - Disse a Joana- Vai correr tudo bem. -Repetiu baixinho, como que para nos convencer. Olhámos uns para os outros e juro que vi os olhos do Filipe a brilhar.

De repente ouvimos:

-Modo de navegação plasmático desativado, grande astronauta Joaresa Filéx. Iniciar plano orbital para contornar a estrela-mãe do sistema solar. -Anunciou a IA na sua voz de robô. Quer dizer, aproximação ao planeta oculto em 600 segundos.

 

-Uau, foi por um triz! Disse a Teresa.

-Mesmo, por pouco virávamos churrasco solar! – Brincou o Filipe para disfarçar o alívio que todos sentíamos.

Pouco depois, começamos a distinguir o planeta que se escondia atrás do Sol. Estava numa posição diametralmente oposta à Terra e por isso nunca podia ser observado de lá. A Teresa e a Joana colaram-se ao visor da consola e, com olhos esbugalhados, viram surgir um planeta do tamanho da terra de cor muito escura, quase preto, parece que tinha algo a protegê-lo da nossa vista e de eventuais cometas.

O holograma anunciou:

-Aterragem no planeta oculto iminente! Quer dizer, segura-te valente astronauta Joaresa Filéx.

Entramos na atmosfera escura que rapidamente se tornou num laranja luminoso. Fomos descendo velozmente e vimos que o que parecia assustador era na verdade um paraíso!

Havia rios amarelos e brilhantes, grandes montanhas azuis e milhares de pontinhos de luz que acompanhavam a nossa descida.

Quando o vaivém tocou no solo o holograma falou:

-Sucesso, sucesso, grande astronauta Joaresa Filéx.

Quer dizer chegamos. Atmosfera composta por 79% de nitrogénio, 20% de oxigénio e 1 % de dióxido de carbono. Quer dizer, é perfeitamente respirável. Autorização para sair.

A Teresa pegou no telemóvel, virou-se para nós e disse:

-Então vamos?

CAPÍTULO 4

 

 

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Pode ser uma ilustração de criançaE

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