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Leiam o capítulo 5:

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 Capítulo 5

Eu fiquei entusiasmado com a ideia. Seria fabuloso se conseguíssemos dominar a matéria como os mestres antigos, poder assumir a forma de uma árvore, ser capaz de viajar pelo ar, enfim, fazer realmente parte da Natureza.

 A Arya sorriu-nos e explicou-nos:

-Venham connosco. Quero mostrar-vos um lugar muito especial para todos os  ocultianos, acho que lá vão ser poder perceber tudo.

 Ela deu-me a mão, tão quente, e caminhamos pela relva azulzinha, num prado deslumbrante e sob o céu alaranjado. As poeirinhas douradas continuavam à nossa volta e aos nossos pés vimos uma espécie de flores transparentes que cheiravam a gomas e chocolate! Claro que a Teresa se atirou ao chão e enfiou o nariz nas bonitas pétalas. Por pouco não as comeu! Mas as flores esquivavam-se graciosamente da sua boca, ora para a direita, ora para a esquerda, ora para trás, ora para a frente! O Filipe, o Box e a Joana quase rebolavam de tanto rir.

-Acho que desta vez encontraste uma goma mais esperta do que tu!

As gargalhadas da Arya juntaram às nossas. Caminhamos mais um pouco e vimos que à nossa frente, se estendia um edifício imponente, era um templo antigo e belo que parecia ter saído das rochas de um vulcão. O Box entrou primeiro e levou-nos até à parede mais afastada onde podíamos ver umas estranhas gravuras luminosas. A Arya guiou-nos e pediu-nos numa voz solene:

  • Tenham cuidado e sejam respeitadores, este é o nosso local mais sagrado. Aqui está guardada a história dos Mestres, o nosso verdadeiro tesouro.

Apontou para as paredes tremeluzentes e, ao aproximarmo-nos mais, vimos que toda a parede estava esculpida com símbolos e imagens estranhamente claras.

 Lá no cimo, conseguimos decifrar o sistema solar onde se destacava o terceiro planeta a contar do Sol, a nossa Terra. A gravura seguinte mostrava um continente bem no meio do oceano Atlântico, que estranho, devia ser um erro. Olhei para os outros que estavam completamente espantados e continuei …. Mais em baixo, havia uma espécie de cataclismo que engolia o continente e um monte de pessoas pequeninas que fugiam para uma de nove montanhas altíssimas. No meio da parede, a Joana tocava numa imagem que mostrava pessoas que se desfaziam em pontinhos e viajavam em direção ao Sol. Na última imagem, a maior e mais nítida de todas estava um maravilhoso planeta com um céu alaranjado e montanhas azuis...

-Arya, Box o que é isto? Não pode ser, pois não? Os Mestres da Matéria? Não, não vieram da Terra, é impossível... Sentei-me no chão e olhei para a parede completamente abismado.

 

 

  

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Já chegou o 4º capítulo!

 Pode ser uma ilustração de criança

CAPÍTULO 1

O AEP BARRA XX TRAÇO 3.0

 

Até que enfim! Chegamos à Agência Espacial Portuguesa. A Teresa passou a viagem a comer gomas e agora está super enjoada. O Filipe não se calou um minuto e a Joana tirou uma tonelada de selfies! Eu? Eu, adorei a viagem, mas 6 horas é muito tempo.

Lá fora, o vaivém brilha ao sol é da última geração! Todo automático e todo incrível. A Joana gritou-me:

– Alex mexe-te! Toda a turma já entrou só faltamos nós os quatro.

Fomos a correr e entramos no vaivém. Era mesmo fixe. Cheio de tecnologia de ponta e com um holograma em tamanho real que explicava como tudo funcionava.

– Já viste? Só preciso de carregar naquele botão para descolar. Que top! – Exclamou o Filipe.

– Ganha juízo, meu. – Respondi eu.

O holograma continuava a falar:

«OAEP barra XX traço 3.0 é o vaivém mais desenvolvido de sempre, completamente automatizado e preparado para longas viagens espaciais…».

A turma já estava fora do vaivém a caminho do Centro Espacial do Alentejo.

– Bora pessoal, vamos lá – disse a Teresa, enquanto enfiava mais uns doces na boca.

Subitamente, o Filipe esticou-se para apanhar a última goma da Teresa, atirou-se à bruta e caíram os dois no painel de controlo. Ouvimos um estrondo assustador e o holograma desatou aos gritos:

Alerta! Alerta! Alerta!

Descolagem em 5…4…3…2…1…

Descolagem!

Fomos atirados para trás com a força G e antes de desmaiar vi a malta a cair. Quando acordamos já estávamos no espaço.

– Meu e agora? A minha mãe vai matar-me! Sussurrou o Filipe.

 

 

CAPÍTULO 2

GRANDE ASTRONAUTA JOARESA FILEX

 

Ninguém imagina a carga de dores de cabeça com que acordámos, todos embrulhados uns por cima dos outros. O Filipe tinha os fones enrolados nos caracóis da Joana e a Teresa tinha a última goma, já meia lambida, colada na testa. Eu, que caí por baixo, não sentia as pernas e até já duvidava se ainda lá estavam.

– Estão todos bem? – perguntei a fazer-me de mais calmo do que estava na verdade.

A Teresa disse que sim com a cabeça, mas o ar amarelado com que olhava para mim dizia o contrário.

– Olha que lindo o nosso planeta visto daqui! – disse a Joana, enquanto dava a mão à Teresa e a levava para junto da janela pequenina. A cor começou a voltar-lhe às bochechas.

– É maravilhosa a nossa casa! Daqui até parece que não tem defeitos nenhuns. Mas está a ficar tão longe…

– Não te preocupes, Teresa, – disse eu – vai correr tudo bem. Entre nós os quatro, havemos de nos safar disto.

– Deixa ver se tenho rede…

Era o Filipe, com aquela mania dele de resolver tudo com o telemóvel. Bem o espetava para o ar, mas nada. Nem um pauzinho de rede, nem um sintoma de WiFi.

– Não sejas palerma! – disse a Joana – estamos no espaço, pá! Temos de tentar descobrir para onde vamos, e se conseguimos arranjar maneira de voltar para a Terra.

Estávamos todos bastante assustados, e não era para menos. Do outro lado das janelas tudo parecia calmo, mas o nosso planeta estava cada vez mais pequeno e sabíamos que estávamos a viajar à velocidade de 11 quilómetros por segundo… lembrava-me bem de ter ouvido o holograma falar nisso.

Fomos carregando em botões e puxando alavancas, meio ao acaso, a ver o que acontecia. De repente, um ecrã iluminou-se e, ao mesmo tempo, apareceu no meio de nós a imagem holográfica de um robô ultramoderno, a falar com uma voz metalizada, como numa imitação dos androides do Star Wars.

– Saudações. Eu sou a IA ponto AEP barra XX traço 3.0. Quer dizer, a Inteligência Artificial deste vaivém. Quer dizer, o computador de bordo e o navegador. Com quem tenho o prazer de falar?

O nosso espanto era tão grande que falámos todos ao mesmo tempo.

– Joana.

– Teresa.

– Filipe.

– Alex.

– Muito bem, muito bem, grande astronauta Joaresa Filéx, estou às suas ordens. Para onde devo marcar a rota: de regresso ao planeta Terra, ou em frente rumo ao planeta Oculto?

De um momento para o outro, a ideia de voltarmos para casa perdeu metade do interesse…

– Planeta Oculto? Qual planeta Oculto?

 

CAPÍTULO 3

O PLANETA OCULTO

 

Após horas de viagem a uma velocidade absurda, de certeza superior à velocidade da luz, estávamos a chegar perto da nossa estrela, o Sol. Eu estava a ficar preocupado, a IA não tinha voltado a falar connosco desde que concordáramos com esta maluqueira…. Agora parecia que íamos direitinhos para a fornalha espacial que é o Sol. O calor era insuportável e gotas de suor e medo escorriam devagar dos nossos rostos:

– Vai correr tudo bem. – Disse a Joana- Vai correr tudo bem. – Repetiu baixinho, como que para nos convencer. Olhámos uns para os outros e juro que vi os olhos do Filipe a brilhar.

De repente ouvimos:

Modo de navegação plasmático desativado, grande astronauta Joaresa Filéx. Iniciar plano orbital para contornar a estrela-mãe do sistema solar. Anunciou a IA na sua voz de robô. Quer dizer, aproximação ao planeta oculto em 600 segundos.

 

– Uau, foi por um triz! Disse a Teresa.

– Mesmo, por pouco virávamos churrasco solar! – Brincou o Filipe para disfarçar o alívio que todos sentíamos.

Pouco depois, começamos a distinguir o planeta que se escondia atrás do Sol. Estava numa posição diametralmente oposta à Terra e por isso nunca podia ser observado de lá. A Teresa e a Joana colaram-se ao visor da consola e, com olhos esbugalhados, viram surgir um planeta do tamanho da terra de cor muito escura, quase preto, parece que tinha algo a protegê-lo da nossa vista e de eventuais cometas.

O holograma anunciou:

Aterragem no planeta oculto iminente! Quer dizer, segura-te valente astronauta Joaresa Filéx.

Entramos na atmosfera escura que rapidamente se tornou num laranja luminoso. Fomos descendo velozmente e vimos que o que parecia assustador era na verdade um paraíso!

Havia rios amarelos e brilhantes, grandes montanhas azuis e milhares de pontinhos de luz que acompanhavam a nossa descida.

Quando o vaivém tocou no solo o holograma falou:

Sucesso, sucesso, grande astronauta Joaresa Filéx.

Quer dizer chegamos. Atmosfera composta por 79% de nitrogénio, 20% de oxigénio e 1 % de dióxido de carbono. Quer dizer, é perfeitamente respirável. Autorização para sair.

A Teresa pegou no telemóvel, virou-se para nós e disse:

– Então vamos?

 

CAPÍTULO 4

OS MESTRES DA MATÉRIA

 

Só quando se abriram as comportas do nosso vaivém, e sentimos na cara e nos cabelos o ar fresco que vinha lá de fora, percebemos como estávamos a abafar ali dentro. Saímos todos de uma vez só, encantados com tudo o que, à nossa volta, era tão diferente do que conhecíamos e, ao mesmo tempo, estranhamente acolhedor.

O Filipe, que às vezes se parece com o gato que tem em casa, deitou-se no chão e enterrou o nariz naquela espécie de ervinha azulada que cobria tudo.

– Hummm! Cheira a morangos e às flores das laranjeiras…

A Joana e a Teresa, que não largavam a mão uma da outra, iam dando uns passos em redor. A Teresa mais a medo, a Joana a sacar selfies como se não houvesse amanhã, com o telemóvel que nem era dela.

Eu, confesso, estava bastante perturbado com aquela poeirinha brilhante que voava à nossa volta. Uma coisa impossível de definir. Seria, talvez, só luz, se a luz tivesse substância de se agarrar.

Estendi a mão com muito vagar para esses grãos de luz que tão depressa se mostravam como, a seguir, pareciam confundir-se no ambiente alaranjado do céu.

– Onde raio viemos nós parar? – pensei.

– Ó Filipe, pá, o que é que tu estás a fazer?

A voz da Joana fez-me voltar a cabeça.  Filipe corria em direcção às poeiras de luz, com a cabeça atirada para trás, a boca muito aberta e a língua de fora.

– Estava a tentar perceber a que sabem os brilhinhos…

– Não te afastes muito – disse eu. E, antes mesmo de acabar a frase fui eu que fiquei de boca aberta.

Uns passos à minha frente, formou-se um grande remoinho daquelas partículas luminosas que me pareciam cada vez menos poeira, e cada vez mais outra coisa qualquer. As poeiras juntaram-se mais e mais umas às outras e, quando a ponta do remoinho tocou no chão, apareceu na minha frente, como se tudo fosse magia, uma rapariga em tudo parecida connosco. Tal e qual como se fosse uma colega da nossa escola.

Ficámos sem movimento. Só se ouvia a nossa respiração aflita. Depois, aconteceu a coisa mais mágica de todas, que desmanchou toda a aflição e afastou todo o receio.

A rapariga sorriu.

– Olá! – disse-lhe eu, e abanei a mão porque tinha a certeza de que ela não percebia o que lhe dizia.

– Olá! – respondeu ela, como se fossemos velhos amigos. – Vieram passear até ao nosso planeta? Qua boa ideia!

– Como é que tu falas como nós? – perguntou a Teresa. ­– Tu és uma extraterrestre.

A rapariga voltou a sorrir.

– Bem, talvez. Eu sou extraterrestre porque não sou do vosso planeta Terra, mas para nós, os extraterrestres são vocês!

O Filipe soltou uma gargalhada e, como o riso é contagioso, começámos todos a rir. E rimos e rimos até nos virem as lágrimas aos olhos. Quando já estávamos recompostos, ainda se ouviam umas gargalhadas meio nervosas que não sabíamos de onde vinham. Depois, as gargalhadas passaram a soluços e, por fim, com um som que pareceu um grão de milho a transformar-se numa pipoca, apareceu ao lado da rapariga um pequeno rapaz, muito rechonchudo e corado.

– O meu nome é Arya, e este é o meu irmão Box. Sejam bem-vindos ao planeta Oculto. É um prazer receber-vos cá.

– Os meus amigos tratam-me por Alex, – disse eu enquanto ia em direcção a ela de mão estendida para a cumprimentar. – Estes são o Filipe, a Teresa e a Joana.

– Boorrpuff!

Voltámos a parar os quatro, como que congelados a meio do caminho. O pequeno Box tinha acabado de se desfazer uma imensa poça de água cor de mel e nós nem sabíamos o que pensar, quanto mais o que fazer.

– Não lhe liguem, – disse a Arya descontraidamente. – O meu irmão fica muito ansioso com novidades e perde o controlo da matéria.

– O controlo da matéria? – Eu estava muito confuso.

– Sim, o controlo da matéria. Nós os ocultianos somos descendentes dos antigos mestres da matéria. Trocamos a nossa substância com a da natureza à nossa volta. Podemos tomar a forma que quisermos.

– Estou a ver, estou a ver – disse o Filipe enquanto víamos reaparecer o Box, na forma de uma árvore roliça que parecia crescer a partir da água.

– Isso deve dar imenso jeito! – disse a Joana. – E quando queres viajar, voltas àquela nuvem de luz e voas com o vento?

– É mais ou menos isso, sim. – respondeu Arya, enquanto ajudava o irmão a voltar à forma de rapaz, como se tudo aquilo fosse muito natural. – Vocês na Terra não trocam a substância com a natureza?

– Não trocamos, não. Nem temos ideia de como é que isso se faz. – disse a Teresa, sem esconder a pena que tinha.

– Não acredito que não saibam, – disse ela – de certeza que esse conhecimento está só esquecido.

E ela estava tão segura que nós começámos a acreditar.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

No âmbito da Rede de Bibliotecas de Felgueiras, para dar cumprimento à atividade “Fórum de Escritores”, nos dias 18, 25 de março e 1 de abril, já com o ensino presencial, a professora bibliotecária Isabel Melo e o 4º ano da professora Clara Dantas, da EB de Margaride, reuniram com a escritora Raquel Patriarca, via plataforma Zoom.

Alunos e escritora estão a escrever uma história coletiva, ilustrada, que mais tarde será publicada.

Aqui fica a ilustração dos heróis da história.

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 CAPÍTULO 1

O AEP BARRA XX TRAÇO 3.0

 

Até que enfim! Chegamos à Agência Espacial Portuguesa. A Teresa passou a viagem a comer gomas e agora está super enjoada. O Filipe não se calou um minuto e a Joana tirou uma tonelada de selfies! Eu? Eu, adorei a viagem, mas 6 horas é muito tempo.

Lá fora, o vaivém brilha ao sol é da última geração! Todo automático e todo incrível. A Joana gritou-me:

– Alex mexe-te! Toda a turma já entrou só faltamos nós os quatro.

Fomos a correr e entramos no vaivém. Era mesmo fixe. Cheio de tecnologia de ponta e com um holograma em tamanho real que explicava como tudo funcionava.

– Já viste? Só preciso de carregar naquele botão para descolar. Que top! – Exclamou o Filipe.

– Ganha juízo, meu. – Respondi eu.

O holograma continuava a falar:

«O AEP barra XX traço 3.0 é o vaivém mais desenvolvido de sempre, completamente automatizado e preparado para longas viagens espaciais…».

A turma já estava fora do vaivém a caminho do Centro Espacial do Alentejo.

– Bora pessoal, vamos lá – disse a Teresa, enquanto enfiava mais uns doces na boca.

Subitamente, o Filipe esticou-se para apanhar a última goma da Teresa, atirou-se à bruta e caíram os dois no painel de controlo. Ouvimos um estrondo assustador e o holograma desatou aos gritos:

Alerta! Alerta! Alerta!

Descolagem em 5… 4… 3… 2… 1…

Descolagem!

Fomos atirados para trás com a força G e antes de desmaiar vi a malta a cair. Quando acordamos já estávamos no espaço.

– Meu e agora? A minha mãe vai matar-me! Sussurrou o Filipe.

 

 

CAPÍTULO 2

GRANDE ASTRONAUTA JOARESA FILEX

 

Ninguém imagina a carga de dores de cabeça com que acordámos, todos embrulhados uns por cima dos outros. O Filipe tinha os fones enrolados nos caracóis da Joana e a Teresa tinha a última goma, já meia lambida, colada na testa. Eu, que caí por baixo, não sentia as pernas e até já duvidava se ainda lá estavam.

– Estão todos bem? – perguntei a fazer-me de mais calmo do que estava na verdade.

A Teresa disse que sim com a cabeça, mas o ar amarelado com que olhava para mim dizia o contrário.

– Olha que lindo o nosso planeta visto daqui! – disse a Joana, enquanto dava a mão à Teresa e a levava para junto da janela pequenina. A cor começou a voltar-lhe às bochechas.

– É maravilhosa a nossa casa! Daqui até parece que não tem defeitos nenhuns. Mas está a ficar tão longe…

– Não te preocupes, Teresa, – disse eu – vai correr tudo bem. Entre nós os quatro, havemos de nos safar disto.

– Deixa ver se tenho rede…

Era o Filipe, com aquela mania dele de resolver tudo com o telemóvel. Bem o espetava para o ar, mas nada. Nem um pauzinho de rede, nem um sintoma de WiFi.

– Não sejas palerma! – disse a Joana – estamos no espaço, pá! Temos de tentar descobrir para onde vamos, e se conseguimos arranjar maneira de voltar para a Terra.

Estávamos todos bastante assustados, e não era para menos. Do outro lado das janelas tudo parecia calmo, mas o nosso planeta estava cada vez mais pequeno e sabíamos que estávamos a viajar à velocidade de 11 quilómetros por segundo… lembrava-me bem de ter ouvido o holograma falar nisso.

Fomos carregando em botões e puxando alavancas, meio ao acaso, a ver o que acontecia. De repente, um ecrã iluminou-se e, ao mesmo tempo, apareceu no meio de nós a imagem holográfica de um robô ultramoderno, a falar com uma voz metalizada, como numa imitação dos androides do Star Wars.

– Saudações. Eu sou a IA ponto AEP barra XX traço 3.0. Quer dizer, a Inteligência Artificial deste vaivém. Quer dizer, o computador de bordo e o navegador. Com quem tenho o prazer de falar?

O nosso espanto era tão grande que falámos todos ao mesmo tempo.

– Joana.

– Teresa.

– Filipe.

– Alex.

– Muito bem, muito bem, grande astronauta Joaresa Filéx, estou às suas ordens. Para onde devo marcar a rota: de regresso ao planeta Terra, ou em frente rumo ao planeta Oculto?

De um momento para o outro, a ideia de voltarmos para casa perdeu metade do interesse…

– Planeta Oculto? Qual planeta Oculto?

 

CAPÍTULO 3

O PLANETA OCULTO

 

Após horas de viagem a uma velocidade absurda, de certeza superior à velocidade da luz, estávamos a chegar perto da nossa estrela, o Sol. Eu estava a ficar preocupado, a IA não tinha voltado a falar connosco desde que concordáramos com esta maluqueira…. Agora parecia que íamos direitinhos para a fornalha espacial que é o Sol. O calor era insuportável e gotas de suor e medo escorriam devagar dos nossos rostos:

-Vai correr tudo bem. - Disse a Joana- Vai correr tudo bem. -Repetiu baixinho, como que para nos convencer. Olhámos uns para os outros e juro que vi os olhos do Filipe a brilhar.

De repente ouvimos:

-Modo de navegação plasmático desativado, grande astronauta Joaresa Filéx. Iniciar plano orbital para contornar a estrela-mãe do sistema solar. -Anunciou a IA na sua voz de robô. Quer dizer, aproximação ao planeta oculto em 600 segundos.

 

-Uau, foi por um triz! Disse a Teresa.

-Mesmo, por pouco virávamos churrasco solar! – Brincou o Filipe para disfarçar o alívio que todos sentíamos.

Pouco depois, começamos a distinguir o planeta que se escondia atrás do Sol. Estava numa posição diametralmente oposta à Terra e por isso nunca podia ser observado de lá. A Teresa e a Joana colaram-se ao visor da consola e, com olhos esbugalhados, viram surgir um planeta do tamanho da terra de cor muito escura, quase preto, parece que tinha algo a protegê-lo da nossa vista e de eventuais cometas.

O holograma anunciou:

-Aterragem no planeta oculto iminente! Quer dizer, segura-te valente astronauta Joaresa Filéx.

Entramos na atmosfera escura que rapidamente se tornou num laranja luminoso. Fomos descendo velozmente e vimos que o que parecia assustador era na verdade um paraíso!

Havia rios amarelos e brilhantes, grandes montanhas azuis e milhares de pontinhos de luz que acompanhavam a nossa descida.

Quando o vaivém tocou no solo o holograma falou:

-Sucesso, sucesso, grande astronauta Joaresa Filéx.

Quer dizer chegamos. Atmosfera composta por 79% de nitrogénio, 20% de oxigénio e 1 % de dióxido de carbono. Quer dizer, é perfeitamente respirável. Autorização para sair.

A Teresa pegou no telemóvel, virou-se para nós e disse:

-Então vamos?

CAPÍTULO 4

 

 

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No âmbito da Rede de Bibliotecas de Felgueiras, para dar cumprimento à atividade “Fórum de Escritores”, nos dias 18 e 25 de março, já com o ensino presencial, a professora bibliotecária Isabel Melo e o 4º ano da professora Clara Dantas, da EB de Margaride, reuniram com a escritora Raquel Patriarca, via zoom. Alunos e escritora estão a escrever uma história coletiva, ilustrada, que mais tarde será publicada. Aqui fica a fotografia dos heróis da história.

Pode ser uma ilustração de criançaE

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Semana da Leitura
Homenagem à Leitura
EB de Varziela, 2º ano
Atividade dinamizada pela professora Luísa Pereira

Nenhuma descrição de foto disponível.
Pode ser uma imagem de ‎texto que diz "‎REPÚBLICA PORTUGUESA EDUCAÇÃO Escolas .Manuel Faria Sousa 2020 PORTUGAL 2020 Nome: طفحط Faarin Turma 2.ANO Ano letivo 2020/2021 Bonsela 26--03-2021 Semana da Leitura Atividade em articulação com BE. Bichos, bichinhos Poemas Bichinho bicharocos conta Sidónio Muralha 3. Estrelinha Pato marreco pequenos grupos baixinho Leralto Maçacos Sap sapinho grilões Lerdevagar papagai uita coisas boas papagaio bicho pedanle alvez coisas boas. como repete que pedant grande como mas repete náo. ilustre charada poe confusào razáo. Porque papagaio ocho poer nesmo Coisa más coisa boas. capaz Porque papagaio Um bicho poe mesmo gale coisas boas‎"‎

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Semana da Leitura 2021
Vamos Ler, Escrever e Cantar!
Biografia do Coronavírus - elaborada pela Beatriz Rodrigues, aluna do 9ºD


Atividade dinamizada pela professora Célia Durães


https://drive.google.com/…/1LVEKEJYjE7sZcb3pusRmf-Rvl…/view…

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Semana da Leitura 2021

Vamos Ler, Escrever e Cantar!
Poema "Casa", da autoria da aluna; Maria Sampaio, 9ºD
Atividade dinamizada pela professora Célia Durães.

Poema "Casa"

A luz penetra nas cortinas de algodão.
Os pássaros cantam a sua canção.
Irradia calor do meu coração,
Porque estou em casa nesta comoção

Estou em casa no meu cadeirão
Para me esconder da minha solidão
Para me dar consolação
Pois os meus esforços são em vão.

Maria Sampaio, 9ºD

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Semana da Leitura 2021

Ler Sempre. Ler em Qualquer Lugar.

22 a 26 de março

Programa da Semana da Leitura do nosso Agrupamento
https://drive.google.com/…/1-yhOSR7l4efoCYO9kspeyPz0J…/view…
Programa da Semana da Leitura Concelhia
https://drive.google.com/…/1s7CB4TjMfhmvcZr_U6HgbCnrG…/view…

Pode ser uma imagem de texto que diz "Ler sempre. Ler em qualquer lugar."

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História coletiva ilustrada - turma do 4º ano da EB de Margaride, da professora Clara Dantas, com a escritora Raquel Patriarca.

(Continuação)

 

CAPÍTULO 1

O AEP BARRA XX TRAÇO 3.0

 

Até que enfim! Chegamos à Agência Espacial Portuguesa. A Teresa passou a viagem a comer gomas e agora está super enjoada. O Filipe não se calou um minuto e a Joana tirou uma tonelada de selfies! Eu? Eu, adorei a viagem, mas 6 horas é muito tempo.

Lá fora, o vaivém brilha ao sol é da última geração! Todo automático e todo incrível. A Joana gritou-me:

– Alex mexe-te! Toda a turma já entrou só faltamos nós os quatro.

Fomos a correr e entramos no vaivém. Era mesmo fixe. Todo cheio de tecnologia e com um holograma em tamanho real que explicava como tudo funcionava.

– Já viste? Só preciso de carregar naquele botão para descolar. Que top! – Exclamou o Filipe.

– Ganha juízo, meu. – Respondi eu.

O holograma continuava a falar:

«O AEP barra XX traço 3.0 é o vaivém mais desenvolvido de sempre, completamente automatizado e preparado para longas viagens espaciais…».

A turma já estava toda fora do vaivém a caminho do Centro Espacial do Alentejo.

– Bora pessoal, vamos lá – disse a Teresa, enquanto enfiava mais uns doces na boca.

Subitamente, o Filipe esticou-se para apanhar a última goma da Teresa, atirou-se à bruta e caíram os dois no painel de controlo. Ouvimos um estrondo assustador e o holograma desatou aos gritos:

Alerta! Alerta! Alerta!

Descolagem em 5… 4… 3… 2… 1…

Descolagem!

Fomos atirados para trás com a força G e antes de desmaiar vi a malta a cair. Quando acordamos já estávamos no espaço.

– Meu e agora? A minha mãe vai matar-me! Sussurrou o Filipe.

 

 

CAPÍTULO 2

GRANDE ASTRONAUTA JOARESA FILEX

 

Ninguém imagina a carga de dores de cabeça com que acordámos, todos embrulhados uns por cima dos outros. O Filipe tinha os fones enrolados nos caracóis da Joana e a Teresa tinha a última goma, já meia lambida, colada na testa. Eu, que caí por baixo, não sentia as pernas e até já duvidava se ainda lá estavam.

– Estão todos bem? – perguntei a fazer-me de mais calmo do que estava na verdade.

A Teresa disse que sim com a cabeça, mas o ar amarelado com que olhava para mim dizia o contrário.

– Olha que lindo o nosso planeta visto daqui! – disse a Joana, enquanto dava a mão à Teresa e a levava para junto da janela pequenina. A cor começou a voltar-lhe às bochechas.

– É maravilhosa a nossa casa! Daqui até parece que não tem defeitos nenhuns. Mas está a ficar tão longe…

– Não te preocupes, Teresa, – disse eu – vai correr tudo bem. Entre nós os quatro, havemos de nos safar disto.

– Deixa ver se tenho rede…

Era o Filipe, com aquela mania dele de resolver tudo com o telemóvel. Bem o espetava para o ar, mas nada. Nem um pauzinho de rede, nem um sintoma de WiFi.

– Não sejas palerma! – disse a Joana – estamos no espaço, pá! Temos de tentar descobrir para onde vamos, e se conseguimos arranjar maneira de voltar para a Terra.

Estávamos todos bastante assustados, e não era para menos. Do outro lado das janelas tudo parecia calmo, mas o nosso planeta estava cada vez mais pequeno e sabíamos que estávamos a viajar à velocidade de 11 quilómetros por segundo… lembrava-me bem de ter ouvido o holograma falar nisso.

Fomos carregando em botões e puxando alavancas, meio ao acaso, a ver o que acontecia. De repente, um ecrã iluminou-se e, ao mesmo tempo, apareceu no meio de nós a imagem holográfica de um robô ultramoderno, a falar com uma voz metalizada, como numa imitação dos andróides do Star Wars.

– Saudações. Eu sou a IA ponto AEP barra XX traço 3.0. Quer dizer, a Inteligência Artificial deste vaivém. Quer dizer, o computador de bordo e o navegador. Com quem tenho o prazer de falar?

O nosso espanto era tão grande que falámos todos ao mesmo tempo.

– Joana.

– Teresa.

– Filipe.

– Alex.

– Muito bem, muito bem, grande astronauta Joaresa Filéx, estou às suas ordens. Para onde devo marcar a rota: de regresso ao planeta Terra, ou em frente rumo ao planeta Oculto?

De um momento para o outro, a ideia de voltarmos para casa perdeu metade do interesse…

– Planeta Oculto? Qual planeta Oculto?

 

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Encontro (online) do 4º ano, da EB de Margaride, da professora Clara Dantas, com a escritora Raquel Patriarca.

Elaboração de uma história coletiva, alunos e escritora, com ilustração, para futura publicação.

A turma começou a história...

 

Escrita criativa

Raquel Patriarca e turma 113 de Margaride

Até que enfim! Chegamos à Agencia Espacial Portuguesa. A Teresa passou a viagem a comer gomas e agora está super enjoada. O Filipe não se calou um minuto e a Joana tirou uma tonelada de selfies! Eu? Eu, adorei a viagem mas 6 horas é muito tempo.

 Lá fora, o vaivém brilha ao sol é da última geração: todo automático e todo incrível. A Joana gritou-me:

-Alex mexe-te! Toda a turma já entrou só faltamos nós os quatro.

Fomos a correr e entramos no vaivém. Era mesmo fixe. Todo cheio de tecnologia e com um holograma em tamanho real que explicava como tudo funcionava.

-Já viste? Só preciso de carregar naquele botão para descolar. Que top! Exclamou o Filipe.

- Ganha juízo, meu. Respondi eu.

O holograma continuava a falar:

«o AEP XX é o vaivém mais desenvolvido de sempre, completamente automatizado e preparado para longas viagens espaciais…».

A turma já estava toda fora do vaivém a caminho do Centro Espacial do Alentejo.

-Bora pessoal, vamos lá -disse a Teresa - enquanto enfiava mais uns doces na boca

Subitamente, o Filipe esticou-se para apanhar a última goma da Teresa, atirou-se à bruta e caíram os dois no painel de controlo. Ouvimos um estrondo assustador e o holograma desatou aos gritos:

Alerta! Alerta! Alerta. Descolagem em 5…4…3…2…1…Descolagem!

Fomos atirados para trás com a força G e antes de desmaiar vi a malta a cair. Quando acordamos já estávamos no espaço.

- Meu e agora? A minha mãe vai matar-me! Sussurrou o Filipe.

 

 

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